terça-feira, dezembro 25, 2012

FELIZ NATAL TITÂNICOS


Mais um Natal e um ano chega ao fim. É tempo de, mais uma vez, desejar ao próximo um Feliz Ano Novo.

É tempo de renovar a esperança, de procurar ouvir os sons dos pássaros nos bosques, de agradecer a Deus cada um dos raios de sol que Ele envia para nos iluminar.

É tempo de acreditar no futuro e na Paz, apesar de tantas imagens tristes que fomos obrigados a assistir no ano que passou.

Chegou à hora de acreditar num radiante amanhã! Chegou à época de fazer um balanço de tudo o que aconteceu de tudo o que nos acompanhou em 2012. Chegou o momento de lembrar das perspectivas que surgiram e, principalmente, das lições que pudemos aprender a partir de qualquer episódio que tenhamos presenciado. 

Certamente 2013 será melhor! Que as dificuldades passadas nos inspirem a caminhar com mais firmeza; que os problemas nos incentivem a procurar soluções e a lutar por bons ideais, sem nunca perder a ternura!

Que o amor prevaleça sobre todas as coisas e que as eventuais lágrimas expressem e reflitam apenas a alegria de viver e de poder brindar a cada momento de convívio, a cada momento de comunhão e solidariedade. 


O Blog Titanic Momentos deseja a todos um Feliz Natal!!!



quarta-feira, novembro 21, 2012

HMHS BRITANNIC - 96 ANOS DO SEU NAUFRÁGIO


O RMS Britannic foi o último dos três navios que a Harland and Wolff construiu para a White Star Line. A quilha foi construída antes da viagem inaugural do Titanic, mas a construção foi paralisada depois que o Titanic afundou. Antes da retomada da construção, vários mudanças foram feitas ao Britannic, inclusive um casco duplo e anteparas aprova d'água que alcançavam até o deck "B" - as antepara aprova d'água do Titanic só iam até o deck "E". Ele seria chamado de RMS Gigantic, mas foi mudado para Britannic logo após a catástrofe do Titanic.

Estas modificações fizeram do Britannic o maior tonelagem bruta, cerca de 48.158 toneladas. Como um navio hospital ele era aproximadamente 5% maior e provavelmente teria alcançado as 50.000 toneladas quando convertido a um transatlântico comercial. A White Star ficou obcecada com a segurança de seus navios depois do desastre do Titanic.

Ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914 e a White Star anunciou que ela faria a linha entre Southampton a Nova Iorque a partir da primavera de 1915. Com o início da Primeira Guerra Mundial, em 13 de novembro de 1915 ele foi requisitado pelo almirantado e oficialmente foi completado como um navio hospital. Sua parte interna quase completadas foi convertida em dormitórios e quartos operacionais. Atracou em Liverpool no dia 12 de dezembro de 1915 debaixo de uma pesada escolta armada. Foi equipado para a função de navio hospital com 2.034 cabines e 1.035 camas para vítimas. Um pessoal médico de 52 oficiais, 101 enfermeiras, 336 ordenanças, e uma tripulação de 675 homens e mulheres. O navio estava sob o comando do Capitão Charles A. Bartlett.

O Britannic foi comissionado como HMHS "His Majesty's Hospital Ship", Navio Hospital da Vossa Majestade. Sua primeira viagem em 23 de dezembro de 1915, com destino a Moudros na ilha de Lemnos. Ele foi juntar-se ao Mauretania, Aquitania, e seu irmão, o Olympic, no "Serviço de Dardanelles". Juntos os cinco navios eram capazes de levar 17.000 doentes e feridos ou 33.000 soldados. Por causa de seus tamanhos, os cinco navios inclusive o Britannic tinham que ancorar em águas muito profundas e confiar em oito navios balsas menores para transportar os feridos e doentes das docas do front de batalha até eles.

O Natal foi celebrado no Britannic quando ele estava rumo ao porto de carvão de Nápoles, onde chegou dia 28 de dezembro, 1915. Uma vez abastecido, ele partiu dia 29 de dezembro com destino a Moudros, onde passou quatro dias vendo o começo do ano de 1916 e resgatando 3.300 feridos e pessoal militar doente.

O Britannic retornou a Southampton em 9 de janeiro de 1916 onde os pacientes que transportava foram transferidos a hospitais em Londres. Sua segunda viagem foi pequena. Teve que ir buscar feridos em Nápoles e retornou a Southampton dia 9 de fevereiro de 1916. A terceira viagem foi igualmente monótona como as anteriores. Passou quatro semanas como hospital flutuante na Ilha de Wight Cowes. Após isso o Britannic voltou a Belfast em 6 de junho de 1916 e foi devolvido a White Star Line. A Harland and Wolff começou a convertê-lo para um navio de linha mais uma vez, mas o trabalho foi detido quando o Almirantado solicitou-o novamente para serviços de guerra. Então ele voltou uma vez mais a Southampton em 28 de agosto de 1916.

O Britannic começou sua quarta viagem em 24 de setembro de 1916 com membros do Departamento de Ajuda Voluntária, a bordo. Estes membros do DAV seriam transportados a Mudros. Seguindo para abastecimento em Nápoles, o navio chegou a Mudros no dia 3 de outubro de 1916. O Britannic foi detido em Mudros enquanto os funcionários investigavam a possível causa de intoxicação gastrointestinal que tiverem algumas pessoas. O navio retornou a Southampton em 11 de outubro de 1916.

A quinta viagem teve novamente a escala Southampton, Nápoles e Mudros. No último dia dessa viagem o Britannic enfrentou mares revoltosos e tempestades. Após enfrentar as tormentas retornou finalmente a Southampton com mais de 3.000 feridos. O Aquitania sofreu sérios danos durante a tempestade e deve que atracar para reparos. Por causa disso Britannic foi convocado para sua sexta viagem depois de quatro dias ancorado.

O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. O tempo estava tranqüilo. Ele não levava nenhum "passageiro". No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.


Terça-feira, 21 de novembro de 1916, um dia perfeito. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Logo após as 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova d'água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.

O capitão Charles Bartlett foi o último a abandonar o navio e infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião quando havia mais de 1100 a bordo. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio e ao mesmo tempo tentar entrar nos botes, esqueceram de parar os motores.


Relação dos mortos no naufrágio do HMHS Britannic:

Arthur Binks / Arthur Dennis / Charles C. S. Garland
Charles J. D. Phillips / Frank Joseph Earley / G. Philps
George De Lara Honeycott / George James Bostock / George Sherrin
George William Godwin / George William King / Henry Freebury
Henry James Toogood / James Patrick Rice / John Cropper
John George McFeat / Joseph Brown / Leonard George
Leonard Smith / Percival W. E. White / Pownall Gillespie
Robert Charles Babey / Thomas A. Crawford / Thomas Francis Tully
Thomas Jones / Thomas Taylor McDonald / Walter Jenkins
William Sharpe / William Smith / William Stone


O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau. Ele está totalmente intacto exceto pelo buraco provocado pela explosão e pela proa curvada e retorcida.

É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.

O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.


HMHS BRITANNIC

Início da Construção: 30 de novembro de 1911.
Lançamento do Casco: 26 de fevereiro de 1914.
Naufrágio: 21 de novembro de 1916.

quarta-feira, outubro 17, 2012

OBJETOS DO TITANIC A VENDA POR US$189 MILHÕES


Objetos recuperados do naufrágio do RMS TITANIC serão postos à venda por 189 milhões de dólares (R$ 383.292.000,00) pela empresa Premier Exhibitions, que detém os direitos sobre qualquer coisa tirada do malfadado transatlântico.

O navio naufragado, encontrado em 1985 pelo explorador Robert Ballard, já resultou em mais de 5.500 objetos recuperados para a Premier, que promoveu oito expedições aos destroços no fundo do Atlântico desde 1987.

Os itens incluem desde delicados pratos de porcelana e talheres de prata até um pedaço de 17 toneladas do esburacado casco do navio.

As ações da Premier Exhibitions tiveram alta de 18% nesta terça-feira, após a apresentação de um documento oficial no qual a empresa anuncia a intenção de vender os artefatos pela quantia de 189 milhões de dólares (R$ 383.292.000,00) a um grupo não identificado de indivíduos.

A empresa queria vender sua participação nos destroços do RMS TITANIC para se concentrar na realização de exposições itinerantes, mas um tribunal dos Estados Unidos decidiu no ano passado que qualquer venda deve permitir que a coleção seja mantida junta.





OBS: No dia 07/01/2012 nós postamos aqui uma matéria sobre a venda desses artefatos, que já estavam programados para o dia 11/04/2012. Provavelmente devido a algum processo judicial, a venda em abril não foi possível. Caso queira rever o post, basta clicar aqui


terça-feira, outubro 02, 2012

A MAQUETE MAIS DETALHADA DO TITANIC


Apesar da notícia ser antiga, já chegamos até a comentar no Orkut, na comunidade TITANIC - FATOS HISTÓRICOS, mas aqui no Blog nós ainda não havíamos postado, então vale a pena sonhar…

A primeira maquete do mundo do RMS TITANIC a ser construída a partir das plantas originais do navio foi revelada ao público em 2008, mas se quiser colocar as suas mãos nesta maquete, vai precisar desembolsar US$ 2.500.000,00. O deslumbrante modelo em escala de 1:48 é uma réplica exata do navio da White Star Line.

Feito em madeira, latão e fibra de vidro, o modelo levou sete anos para ser construído através das plantas originais, desenhos e medições do navio. Foi a primeira vez que as plantas do Titanic foram disponibilizadas pela Harland & Wolff, empresa que construiu o RMS TITANIC e que trabalhou lado a lado no projeto com os construtores de modelos da Fine Art Models.


A maquete tem mais de 18 metros de comprimento e possui um casco feito em fibra de vidro com revestimento em bronze, unidos por mais de 3.376.000 rebites. Cada antepara no navio é uma réplica autêntica das originais, e estão exatamente colocadas onde estavam ao longo dos 270 metros do navio original. O deck é todo feito a partir de madeira verdadeira, assim como o mobiliário do convés, feito nas proporções exatas. Todos os quartos do navio com janelas para o exterior são feitos precisamente à escala, incluindo a própria mobília e decoração interior de cada um. A iluminação a bordo do navio é tão complexa que exigiu a instalação de mais de 12km de cabos de fibra óptica. O modelo é apresentado em uma caixa de vidro e madeira entalhada à mão, por dois artesões e levou dois anos para ser construída. Os vidros laterais são peças únicas e foram feitos na Inglaterra, único lugar que poderia fazer vidros desta qualidade com esse tamanho.



Depois que receberam os planos originais do RMS TITANIC pela construtora de Belfast, Harland & Wolff, a Fine Art Models passou os próximos dois anos seguintes a concluir a pesquisa e o design para o modelo. Além disso, tiveram acesso a um dos livros de notações de Thomas Andrews detalhando todas as mudanças feitas a partir do navio irmão Olympic para o Titanic, com desenhos e medidas adicionais.

O desenvolvimento do projeto começou em 1995 e o primeiro modelo em escala 1:192 só ficou pronto em 1998. O Titanic em escala 1:48 foi completado em 2002, sete anos para ficar pronto. Demorou mais para ficar pronto do que o Titanic original.



Um porta-voz da Fine Art Models, com sede no Michigan, EUA, disse: "Nunca tinha sido construído um modelo desta escala do Titanic. Além disso, os planos originais do Titanic nunca foram repassados a ninguém. Propusemos não só construir um modelo definitivo do Titanic como uma edição limitada, mas que também fosse a maior, em escala 1:48 do Titanic, com a intenção de construir o melhor e mais detalhado modelo de um navio. Quando a Harland & Wolff percebeu que tínhamos capacidade para fazer tudo o que dissemos que faríamos, eles concordaram em trabalhar conosco lado a lado para realizar esta missão.”.

O modelo foi apresentado pela National Geographic no Explorer's Hall em Washington, D.C. e viajou para museus e eventos de caridade nos Estados Unidos. Mais recentemente foi apresentado na National Geographic, mais uma vez, para o Centenário do Naufrágio do RMS TITANIC.




Observações:
Inicialmente o modelo RMS Titanic na escala 1:48 estava à venda na Pucci Manuli por US$2.500.000. E o site ainda avisava “Not For Small Children” (não recomendado para crianças pequenas). Mais informações no site Pucci Manuli.

Já o modelo menor do RMS Titanic na escala 1:192 com 1,40 metros de comprimento, edição limitada de apenas uma unidade custando US$18.500,00 foi vendido em 2012 na comemoração do Centenário do naufrágio. Mais informações no site da Fine Art Models.


Fonte:  MailOnline.




sábado, setembro 15, 2012

TITANIC MOMENTOS - 7 ANOS


Mais um ano se passou e novamente estamos aqui para comemorar 7 anos da existência do Blog Titanic Momentos.

Durante todos esses anos, muitas coisas aconteceram na vida de cada visitante que aqui esteve, inclusive na minha vida também. Alguns deixaram de visitar e em outros surgiram idéias de como deixar viva a história deste navio. O mundo gira e as pessoas se renovam.

Agradeço a todos pela atenção e dedicação ao Blog Titanic Momentos.

Aos meus oficiais, amigos e visitantes, um grande abraço.




quinta-feira, agosto 16, 2012

RELÓGIO DE BOLSO EM EXIBIÇÃO


John Chapman, 37 anos, viajava a bordo do RMS TITANIC em busca de uma nova vida nos Estados Unidos com sua esposa Sara Elizabeth Chapman, 29 anos. A Sra. Chapman foi oferecido um lugar em um bote salva-vidas, mas depois de ouvir que o seu marido não tinha permissão para se juntar a ela, ela disse: "Eu não vou entrar também".

O casal embarcou em Southampton na segunda classe com o bilhete número 29.034 ao custo de £ 26, comprado na White Star através do agente de viagens George & Co. de Liskeard, Cornwall. 

Quando a Sra. Chapman foi colocada no bote salva-vidas nº 4, percebeu que tinha de ir sozinha, virou-se para a sua amiga Emily Richards e disse: "Adeus Sra. Richards, se o John não pode ir, eu também não irei". O casal afogou-se minutos depois, quando centenas de pessoas se atiraram ao mar. O relógio de bolso do Sr. Chapman parou precisamente às 01h45min do dia 15 de abril de 1912. O corpo de Sr. Chapman, juntamente com o relógio de bolso, foram posteriormente recuperados, embora o corpo da sua esposa nunca foi encontrado.

O relógio de bolso ficou em exposição pela primeira vez, em Fevereiro de 2009, na nova galeria Titanic Honour and Glory no National Maritime Museum, em Falmouth, Cornwall.

O diretor do Museu, Jonathan Griffin disse: "Titanic é uma história com muitas outras histórias diferentes - talvez o maior desastre marítimo, mas que tem histórias pessoais emocionantes".

A história de Sr. Chapman foi usada mais tarde como inspiração para dois personagens recém-casados no filme Titanic "A Night To Remember" de 1958.

Com residência em St. Neot, Cornwall, eles estavam de partida para Wisconsin, depois de um ano de casamento esta viagem seria como se fosse à lua de mel.


William Sargent, sobrinho neto do Sr. Chapman, disse que a Elizabeth Chapman foi dada a chance de sobreviver por causa do protocolo de "mulheres e crianças primeiro", mas ela recusou. Ele disse: "O relógio de bolso foi enviado de volta junto com outros objetos pessoais, uma vez que o corpo foi encontrado, e agora tem sido passado de geração em geração como uma relíquia preciosa. O meu pai tornou-se o herdeiro após a morte do seu tio no Titanic. O meu pai nunca gostou do mar e sempre disse que sentia raiva. Acho que qualquer um que soubesse que seu tio e tia faleceram no famoso navio, pensaria assim".

John Chapman já tinha emigrado para o Canadá em 1906, antes de se casar com a sua namorada Sarah Elizabeth Lawry no ano de 1911 em Boxing Day, Liskeard, Cornwall. Eles resolveram ir para a América para estarem perto do irmão de Elizabeth e tinham planos de comprar uma fazenda e começarem uma família juntos.


Fonte: The Telegraph



quinta-feira, julho 12, 2012

TITANIC II A TODO VAPOR


Após a comemoração do Centenário do Naufrágio do RMS TITANIC (1912-2012), Clive Palmer, bilionário australiano e presidente da Blue Star Line, revelou planos para desenvolver uma réplica do transatlântico, com viagem inaugural prevista para 2016, como homenagem as pessoas heróicas que trabalharam no navio, assim como seus passageiros a bordo. (clique aqui para rever post no blog)

O projeto a cada dia ganha mais impulso, ainda mais com o recente anúncio de que a empresa finlandesa Deltamarin Ltd., uma empresa de engenharia naval, foi contratada para ajudar com a construção do novo navio. A empresa irá rever o projeto para garantir que o navio é compatível em nível de construção, segurança e regulamentos atuais de navegação. O trabalho prestado pela Deltamarin Ltd. permitirá ao estaleiro chinês CSC Jinling Shipyard iniciar a construção ainda este ano.

Clive Palmer afirmou que “mais de 20.000 pessoas se cadastraram no site Blue Star Line (curiosidade: a empresa do RMS TITANIC de 1912 era White Star Line) expressando interesse em receber as nossas atualizações regulares ou solicitando informações sobre como anteciparem já as suas reservas para a viagem inaugural do TITANIC II”. 



segunda-feira, junho 25, 2012

TITANIC NA IMPRENSA PORTUGUESA EM 1912


Com o Centenário do Naufrágio do RMS TITANIC, a Hemeroteca Municipal de Lisboa disponibilizou em formato digital no site Hemeroteca Digital os artigos das revistas e jornais da época de notícias que foram publicadas em Portugal, sobre o navio e o seu naufrágio e o impacto que a tragédia causou.

Abaixo o link de cada reportagem em arquivo PDF:

Leviatão e a sua gruta - Artigo da revista Serões, n.º 72, de Junho de 1911, pp. 447-451, sobre as companhias de construção de navios transatlânticos.

Navio que se afunda - Breve notícia publicada no jornal A Capital: diário republicano da noite, logo no dia 15 de Abril de 1912.

O naufrágio do Titanic - Notícia publicada no jornal A Capital: diário republicano da noite, na edição do dia 16 de Abril de 1912. Já é divulgado estimativas parciais de vítimas do naufrágio.

O naufrágio do Titanic - Notícia publicada no jornal A Capital: diário republicano da noite, na edição do dia 17 de Abril de 1912. Aumenta o número oficial de vítimas do naufrágio.

Naufrágio do Titanic - Artigo da revista Illustração Portugueza, n.º 323, de 29 de Abril de 1912, p. 560.

O naufrágio do transatlântico Titanic - Artigo da revista O Occidente, n.º 1200, de 30 de Abril de 1912, pp. 89-93.

A catastrophe do Titanic - Artigo da revista Brasil-Portugal, n.º 319, de 1 de Maio de 1912, p. 448.

Titanic: A belleza trágica de uma catastrophe horrível - Artigo da revista Brasil-Portugal, n.º 322, de 16 de Junho de 1912, p. 531.

Titanic - Artigo da revista Brasil-Portugal, n.º 324, de 16 de Julho de 1912, pp. 563-566.

Diário da Câmara dos Deputados, 92.ª sessão, de 17 de Abril de 1912 - Proposta de Simas Machado, de voto de sentimento pelas vítimas do naufrágio.

Diário do Senado, 70.ª sessão, de 17 de Abril de 1912 - Proposta de Bernardino Machado, de voto de sentimento pelas vítimas do naufrágio.

O maior navio do mundo - Artigo da revista O Occidente, n.º 1248, de 30 de Agosto de 1913, pp. 266-267, sobre a construção do navio Imperator, que evoca o acidente do Titanic. 

A foto acima deste artigo é talvez a mais próxima da data do naufrágio tirada em Lisboa (Chiado) na Semana Santa que em 1912 aconteceu do dia 31 de Março (Domingo de Ramos) a 7 de Abril (Domingo de Páscoa) precisamente uma semana antes da tragédia.


segunda-feira, junho 04, 2012

TITANIC: CINCO MITOS QUE SOBREVIVEM HÁ 100 ANOS


Foi por volta de 11h45min da noite do dia 14 de abril de 1912, que o navio RMS TITANIC colidiu com um iceberg e causou uma das maiores fatalidades navais de toda a História. Apesar do filme Titanic de James Cameron, lançado em 1997, ter alcançado imenso sucesso, ele não foi o primeiro a homenagear o navio transatlântico.

E o que poucas pessoas sabem é que muitos dos relatos mostrados nos filmes não condizem com a realidade vivida pelos tripulantes e passageiros do navio. Confira agora quais são os cinco maiores mitos que o cinema ajudou a divulgar, mas que podem ser apenas histórias fantasiosas criadas para aumentar a atmosfera mitológica do Titanic.


1) NEM DEUS PODE AFUNDAR O TITANIC
Apesar de essa frase ser muitas vezes repetida para mostrar que os grandes nomes da White Star Line (a empresa responsável pelo navio) e o comandante da embarcação estavam superestimando o poder do Titanic e que, claramente, haviam se enganado, ela pode não ser real. Pelo menos é o que afirma Richard Howells, especialista do Kings College de Londres.


Ele afirma que esse mito pode ter sido introduzido no imaginário popular após o acidente. Segundo o pesquisador, a White Star Line nunca disse que o navio era invulnerável. Há também relatos de que havia muito menos publicidade em torno do Titanic do que se imagina, pois o grande nome da construção naval na época era o Olympic, o navio-irmão do Titanic criado pela mesma empresa e responsável pelo mesmo trajeto em anos anteriores.

2) A ÚLTIMA MÚSICA
Em diversos filmes sobre o Titanic, o grupo de música é mostrado tocando o hino cristão “Nearer, My God, To Thee (Mais perto, meu Deus, para Ti)”. Até hoje não se sabe se era realmente essa a canção que os instrumentistas do transatlântico estavam tocando no momento do naufrágio. Pode-se dizer que a origem do mito tenha sido o Jornal Daily Mirror (da Inglaterra), que afirmou que eles estavam tocando a canção enquanto o barco afundava em uma tentativa de romantizar o acontecimento.


Em 1958, o filme “A Night to Remember” mostrou o naufrágio do Titanic ocorrendo com a já mencionada canção (você pode ver o vídeo acima deste parágrafo). James Cameron achou a sincronia entre música e imagens perfeita e decidiu utilizar à mesma idéia em seu filme (o vídeo abaixo mostra a versão de Cameron).


Há duas diferenças básicas nas versões: a de 1958 mostra os músicos cantando até o momento em que a água começa a arrastá-los; enquanto na de 1997, eles tocam uma versão instrumental de “Nearer, My God, To Thee”, que é interrompida quando um dos violinistas diz: “Senhores, foi um privilégio tocar com vocês esta noite”.

3) O CAPITÃO SMITH NÃO FOI UM HERÓI
Todos os filmes mostram o capitão Smith como um verdadeiro herói no naufrágio. Há, inclusive, histórias de que após o afundamento completo do Titanic, ele podia ser visto nadando com uma criança nos braços para salvá-la da morte. Segundo o site da BBC, várias estátuas erguidas em sua homenagem na Inglaterra.


Mas ao que dizem alguns especialistas sobre o naufrágio, todo o heroísmo e esforços para salvar os passageiros pode não ter sido tão real assim. Nos primeiros minutos após o acidente, botes de salvamento com espaço para 65 pessoas abandonaram o navio com menos de 30 pessoas e não retornaram para salvar outras vítimas.


Paul Lounden-Brown, da Sociedade Histórica Titanic, diz que o único culpado pelo acidente é o Capitão e nenhuma outra pessoa da cabine de comando pode ser responsabilizada. Uma de suas decisões mais equivocadas foi não ter avisado a todos os passageiros que havia acontecido um acidente.

O pesquisador afirma que a ordem de abandonar o navio nunca foi dada. Por isso, é muito provável que centenas de pessoas tenham morrido sem nem ao menos ficarem sabendo que havia acontecido um acidente. John Graves (do Museu Marítimo Nacional, em Londres) diz que Smith pode ter entrado em choque por não possuir um plano de evacuação, por isso não conseguiu tomar qualquer decisão importante.

4) J. BRUCE ISMAY: O EMPRESÁRIO VILÃO
Filmes sobre o naufrágio costumam mostrar J. Bruce Ismay – o presidente da White Star Line – como um homem covarde que abandonou o Titanic no primeiro bote salva-vidas a ser lançado no mar. A origem do mito pode ter sido outro acidente com navios da White Star, quando o próprio Ismay recusou-se a cooperar com William Randolph Hearst, um grande magnata da imprensa norte-americana.


Depois do acidente com o Titanic, Hearst pode ter se aproveitado para acusar Ismay como forma de vingança. Muitos dos jornais ligados ao magnata o chamavam de J. Brute Ismay (um trocadilho com seu nome, o acusando de ser um animal irracional), o que contribuiu bastante para que a imagem de covarde fosse proliferada.

Os especialistas consultados pela BBC afirmam que há vários relatos de sobreviventes que foram ajudados por Ismay, antes que ele pudesse colocar-se nos botes para salvar sua vida. Mesmo assim, a imprensa continuou acusando o presidente da White Star Line. Em 1913, ele se afastou da companhia, falido.

5) A TERCEIRA CLASSE FOI ABANDONADA PARA A MORTE
Nos filmes que mostram o naufrágio do transatlântico, a terceira classe é mostrada de maneira completamente separada das outras – e isso fica mais claro na versão de James Cameron, em que há destaque para personagens de lá. Os portões de separação realmente existiam, não para evitar que eles pudessem entrar nos botes, mas para o cumprimento de normas sanitárias dos Estados Unidos.

Como no navio havia muitos imigrantes que queria tentar uma nova vida na América, o Titanic teria que parar em Ellis Island para que houvesse uma inspeção sanitária e burocrática dos passageiros (que vinham de países como China, Holanda, Itália, Armênia, Rússia, Escandinávia e Síria). E para evitar que qualquer doença fosse transmitida às demais pessoas, havia a separação – respeitando normas dos Estados Unidos.


A terceira classe possuía seus próprios botes salva-vidas, mas para chegar até eles seria necessário percorrer uma série de corredores que mais se pareciam com labirintos. Por isso, muitos acabaram morrendo afogados dentro do navio. Também há várias evidências de que, ao chegar ao local onde deveriam estar os botes, muitos deles já haviam sido levados para o mar.

Nas conclusões finais do inquérito sobre o naufrágio, foi constatado que “não houve evidências de que houve alguma tentativa de deixar, deliberadamente, os passageiros da terceira classe morrerem“. Vale lembrar que a maior parte das mortes ocorreu entre passageiros da terceira classe e tripulação: de 1.616 pessoas, apenas 394 se salvaram.

Fonte: BBC.




OBS: O Blog Titanic Momentos discorda de algumas informações com relação os mitos apresentados acima pelo site de notícias BBC.



segunda-feira, maio 07, 2012

EVENTO ASTRONÔMICO AJUDOU NO NAUFRÁGIO DO TITANIC


Quem conhece a tragédia do RMS Titanic, sabe como o navio afundou: a embarcação bateu em um enorme iceberg e lentamente submergiu, matando grande parte da tripulação e passageiros. Mas um estudo recente pode reescrever a história ao apontar outro culpado para o acidente: a Lua.

De acordo com alguns astrônomos, o iceberg só estava lá por causa da proximidade entre a Terra e nosso satélite natural naquele período – a maior nos últimos 1.400 anos. O evento raríssimo teria criado tsunamis em alto-mar que movimentaram um exército de icebergs posicionados bem longe da costa, mas que foram pegos por outra corrente marítima e acabaram no meio da rota do navio. Icebergs muitas vezes “encalham” em torno das costas da Terra Nova e Labrador (foto).


Normalmente, esses blocos de gelo costumam ficar inertes, a não ser que comecem a descongelar ou recebam uma grande força, como uma onda gigante. Segundo o Daily Mail, a culpa maior ainda é do capitão e oficiais do navio, que colocaram a embarcação em alta velocidade mesmo em uma região conhecida pela presença de alguns icebergs, o evento lunar apenas teria deixado o local ainda mais congestionado e perigoso.


A coincidência entre as datas do evento (04/01/1912) e do naufrágio (15/04/1912) é a grande aposta dos cientistas da Texas State University para explicar a tragédia, que já foi retratada inúmeras vezes em peças teatro, cinema e televisão.

terça-feira, maio 01, 2012

TITANIC II CRUZARÁ O ATLÂNTICO EM 2016

 
Clive Palmer, um dos homens mais ricos da Austrália, revelou os planos de criar uma versão do século XXI do lendário navio Titanic. A embarcação será construída na China e a primeira viagem está prevista para ocorrer entre Inglaterra e Nova York em 2016. O bilionário do setor da mineração, disse ter encomendado à estatal chinesa CSC Jinling Shipyard a construção do Titanic II com as dimensões exatas de seu famoso predecessor.

“Será tão luxuoso quanto o Titanic original, mas é claro que contará com tecnologia de ponta do século XXI e os mais avançados sistemas de segurança e navegação. O Titanic II navegará no hemisfério norte e sua viagem de estréia, da Inglaterra a Nova York, está prevista para o fim de 2016. Nós convidamos a Marinha chinesa para escoltar o Titanic II em sua viagem inaugural até Nova York”, afirmou Clive Palmer em um comunicado à imprensa em entrevista coletiva em Brisbane.

O anúncio ocorre semanas depois do centenário de afundamento do Titanic, que foi a pique em 15 de abril de 1912 após colidir contra um iceberg em sua viagem inaugural, entre Southampton e Nova York.

Clive Palmer afirmou que sua própria companhia de navegação, a Blue Star Line, ficará a cargo do navio, que terá as mesmas dimensões de seu antecessor, com 840 quartos e nove decks. A única diferença entre o original e o Titanic II será o motor a diesel que substituirá o de carvão do primeiro modelo.

“O novo navio será uma homenagem ao espírito dos homens e mulheres que trabalharam no cruzeiro original. Essas pessoas fizeram um trabalho que ainda causam admiração mais de cem anos depois e nós queremos que este espírito continue vivo por mais cem anos”, afirmou Clive Palmer.

segunda-feira, abril 23, 2012

FATOS APÓS 1912...

1913
Em abril é criada nos Estados Unidos a Patrulha Internacional do Gelo, para atuar no Atlântico Norte sob a supervisão da Guarda Costeira. Em junho, Ismay, que desde o ano anterior vem sendo alvo de execração pública, perde suas posições de mando na White Star Line e na International Mercantile Marine e reduz sua vida social. Na International Mercantile Marine, cede seu lugar a Harold Sanderson, o mesmo executivo que o substituiu em 2 de abril de 1912, quando o Titanic partiu de Belfast para Southampton. A polonesa Leah Aks dá à luz uma menina e, desejando homenagear o Capitão Rostron, chama-a Sarah Carpathia Aks. As freiras do hospital, ao preencher o registro de nascimento, enganam-se, registrando a menina como Sarah Titanic Aks.

1914
Em fevereiro, a White Star Line lança o Gigantic, mas, para evitar alusões ao tamanho do navio e ao destino do Titanic, rebatiza-o: é o Britannic, que também terá vida breve. Um incêndio no Estúdio Eclair, nos Estados Unidos, destrói o filme Saved from Titanic, de 1912.

1915
Lançado na Itália o filme Titanic, em preto-e-branco, silencioso, com direção de Pier Angelo Mazzolotti. A 7 de maio, o Lusitania, da Cunard, é afundado por um submarino alemão no litoral da Irlanda. A 1º de setembro, o Olympic é requisitado pelo Almirantado Britânico para o transporte de tropas. No dia 24, deixará Belfast para exercer a nova atividade, sob o comando do Capitão Bertram Hays, e passará a ser chamado HMT Olympic (His Majesty's Transport).

1916
O Britannic, a serviço da marinha inglesa, afunda no mar Egeu ao bater numa mina alemã. Morre 28 pessoas, (alguns relatos dizem 30 pessoas), a maioria nos botes salva-vidas, sugados pelas hélices. Entre os sobreviventes, a agora enfermeira Violet Jessop, que, além de salvar-se no naufrágio do Titanic, também estava a bordo do Olympic, quando este colidiu com o cruzador Hawke.

1918
Em maio, o Olympic, dotado de canhões, é atacado por um submarino alemão. O torpedo falha. O Olympic responde e põe a pique a belonave inimiga. Alguns dos tripulantes do submarino sobrevivem e são recolhidos pelo contratorpedeiro norte-americano US Davis. Em novembro, com a rendição da Alemanha, o navio é devolvido à White Star Line, que modifica sua motorização para o emprego de óleo combustível.

1924
O Olympic, sob o comando do Capitão J. Howarth colide com um navio menor, o Fort St. George, no cais 59 do porto de Nova York.

1929
Em novembro, a quebradeira bancária nos Estados Unidos é relacionada com o afundamento do Titanic. Lançado na Inglaterra o filme Atlantic, em preto-e-branco, com direção de Ewald André Dupont e duração de 90 minutos. Reconstitui a tragédia com personagens de ficção. O Capitão Rostron publica o livro Home from the Sea.

1932
Lady Duff Gordon publica suas memórias, Discretions and Indiscretions, em que evoca sua experiência no Titanic. Morre em Nova York, aos 65 anos, Margaret Brown.

1934
O Olympic colide com o navio-farol Nantucket. A Cunard se associa à White Star Line. A nova companhia passa a chamar-se Cunard White Star. Pouco depois a absorve. Violet Jessop publica a memória Titanic Survivor.

1935
A 12 de abril, o RMS Olympic, o “Velho Confiável” retoma a Southampton, após sua última viagem a Nova York. Fez 500 travessias do Atlântico. A 13 de outubro, ruma para o estaleiro, em Belfast, onde suas peças mais valiosas são vendidas para residências, hotéis e museus.

1937
Após viver muitos anos em reclusão, morre Ismay, aos 74 anos. A 19 de setembro, aquilo que resta do RMS Olympic começa a ser desmontado e vendido como ferro-velho.

1941
Durante um ataque aéreo alemão a Belfast, uma bomba atinge o estaleiro Harland & Wolff, destruindo as plantas originais do Titanic.

1943
Lançado na Alemanha, em preto-e-branco, o filme Titanic, com direção de Werner Klingler e Herbert Selpin e duração de 85 minutos. A maior parte da película foi rodada a bordo do transatlântico Cap Arcona, ancorado no porto de Gdingen, no mar Báltico. Goebbels proíbe a exibição e ordena o recolhimento do negativo e suas cópias, redescobertas somente após o fim da guerra.

1945
A 30 de janeiro, torpedeado por um submarino soviético S-13, naufraga o navio alemão Wilhelm Gustiloff, com um passivo incerto entre 5.000 e 9.000 mortos. É a maior tragédia marítima da história.

1955
Walter Lord publica o clássico A Night to Remember.

1958
O Quarto Oficial Boxhall atua como conselheiro no filme de Roy Baker, A Night to Remember (Somente Deus por testemunha, já lançado em DVD no Brasil).

1980
Em julho e agosto, a bordo do H.J.W.Fay, expedição do milionário norte-americano Jack Grimm, com cientistas do Scripps lnstitute of Oceanography e do Lamont-Doherty Geological Observatory, tenta localizar, sem êxito, os restos do Titanic.

1981
Em junho, a bordo do Gyre, novo fracasso de Jack Grimm.

1983
Em julho, frustra-se a terceira e última expedição de Jack Grimm.

1985
De 9 de julho a 7 de agosto, a bordo do Le Surôit, a expe­dição franco-norte-americana liderada pelo Dr. Robert Ballard (Woods Hole Oceanographic Institution) e Jean-Louis Michel (Institute Français de Recherches pour l'Exploitation des Mers - IFREMER) procura o ponto do naufrágio, delimitando uma área de 260km². As operações são suspensas devido ao mau tempo. Os mesmos investigadores retomam ao Atlântico Norte, em expedição que começa a 22 de agosto e termina a 4 de setembro. Operando um sonar e o submergível não tripulado Argo, dirigido por controle remoto e dotado de câmara de vídeo que transmite as imagens por um cabo de fibra ótica, Ballard explora 80% da área anteriormente delimitada e, à uma hora da madrugada de 1º de setembro, descobre os restos do Titanic a quase quatro kilômetros de profundidade, 560km a sudeste de Terra Nova e a 1.600km de Nova York. A primeira visão de Ballard é uma das caldeiras. Os detritos se espalham em área de 2,6km². A pressão, nessa profundidade, é de 400kg por cm².


1986
A 13 de julho, no Atlantis II, o Dr. Ballard retoma ao mar e, com o pequeno submarino Alvin, procede ao primeiro mergulho tripulado às ruínas do Titanic. O submarino abriga três tripulantes, que operam por controle remoto o minúsculo robô Jason Junior. Preso a um cabo de 76m, o robô dispõe de holofotes, máquina fotográfica e câmara de vídeo, e explora o interior do navio, tanto a seção da proa como a da popa. A expedição encerra-se a 24 de julho, após 11 mergulhos. O congresso norte-americano aprova a Lei Memorial do Titanic, visando a preservação de seus restos.

1987
A 22 de julho, cientistas do IFREMER, patrocinados por empresas norte-americanas e a bordo do Nadir, mergulham no submergível Nautile, que opera o robô Robin. Em sete semanas, realizam 32 mergulhos e recolhem 1.800 objetos do Titanic. Empresários interessados na preservação dos restos do navio fundam a RMS Titanic Inc., que em cooperação com o IFREMER procede a uma nova expedição ao Titanic. Entre 1987 e 1996, 5.000 objetos serão resgatados e preservados. A 20 de dezembro, o navio de passageiros Dona Paz colide com um petroleiro nas Filipinas, vitimando 4.300 pessoas. É a maior tragédia marítima da história da navegação comercial.

1991
A IMAX Corporation, de Nova York, associada ao Instituto Oceanográfico P. P. Shirsov, de Moscou, filma o Titanic, realizando estudos biológicos e recolhendo amostras da metalurgia do casco. A expedição observa a ação predadora dos exploradores submarinos em busca de troféus, que modificaram o cenário do naufrágio. Realiza-se em Paris uma exposição dos objetos recolhidos do navio.

1994
Realiza-se em Londres, no National Maritime Museum, uma grande exposição, com objetos retirados do navio entre os anos 1987 e 1993 e a presença de passageiros do Titanic, entre eles Edith Eileen Brown, que em 1912 tinha 15 anos, e Eva Hart, que tinha sete, sobreviventes no Standard 14.

1996
IFREMER & RMS Titanic Inc. procedem a uma expedição fotográfica ao exterior e ao interior do navio. Tentam resgatar, sem êxito, uma parte do casco pesando 11 toneladas.

1997
Elizabeth Millvina Dean, a mais jovem sobrevivente do Titanic (Standard 10), retoma ao local do naufrágio como passageira do Queen Elizabeth II. Lançado nos Estados Unidos, o filme Titanic, com direção de James Cameron e duração de 194 minutos. O filme é o primeiro a passar a barreira de 1.8 bilhões de dólares em faturamento mundial.

1998
Localizada na Alemanha, em poder de um colecionador, cópia do filme In nacht und eis, de 1912. Originalmente com 30 minutos, na versão restaurada passou há ter 35 minutos. IFREMER & RMS Titanic Inc., em nova expedição liderada por George Tulloch, recolhem 20 toneladas de peças do casco do Titanic, que são carregadas no navio Abeille.

2001
Em meio a grande controvérsia pública, os norte-americanos David Leiboweitz e Kimberley Miller casam-se no fundo do mar, a bordo de um submarino, na vizinhança da sepultura do Titanic.

2002
Morre em Nova York, aos 84 anos, o escritor Walter Lord, autor do clássico A night to remember. O bebê desconhecido adotado pela tripulação do Mackay-Bennett é identificado pela tecnologia DNA. Ele se chamava Eino Viljam Panula, nascido a 10 de março de 1911, na Finlândia, e viajava na Terceira Classe do navio, com a mãe, Maria Panula, e dois irmãos pequenos, para encontrar o pai nos Estados Unidos. Todos pereceram no naufrágio.


2004
O Dr. Ballard retoma ao Titanic, 19 anos após sua descoberta, para chamar a atenção sobre os prejuízos sofridos pelos restos do navio com as visitas de exploradores pouco criteriosos.

2006
Morre em Massachusetts, aos 99 anos, a sobrevivente americana do Titanic, Lillian Gertrud Asplund. Restam apenas duas sobreviventes do naufrágio do Titanic, e ambas vivem na Inglaterra: Barbara Joyce West, de 95 anos e Elizabeth Gladys "Millvina" Dean, de 94 anos.

2007
Morre aos 96 anos, em uma casa de repouso em Camborne, Inglaterra, Barbara West Dainton, uma das duas últimas sobreviventes do naufrágio do Titanic. Barbara Dainton morreu em 16 de outubro, mas sua morte somente foi divulgada dia 8 de novembro. Elizabeth Gladys "Millvina", de Southampton, Inglaterra, que tinha 2 meses de idade no dia do naufrágio, é agora a única sobrevivente restante do desastre, de acordo com a Sociedade Histórica de Titanic.

2009
Morre aos 97 anos, em um asilo de Hampshire, no sudeste da Inglaterra, a última sobrevivente do naufrágio do Titanic, Millvina Dean. Em 1912, a família de Millvina Dean, que era um bebê de dois meses na época, emigrava para os Estados Unidos e seguia a bordo do navio. Millvina Dean morreu no dia 31 de maio, e suas cinzas foram jogadas ao mar no porto de Southampton, Inglaterra, no dia 24 de outubro.

2010
Uma bactéria até então desconhecida foi encontrada nos destroços do navio Titanic. Os destroços estão sendo devorados pelas bactérias e já não pode ser mais salvos. Os cientistas dizem que as bactérias corroem a ferrugem e o ferro tão rápido que o grande navio de 50.000 toneladas, poderá decompor-se completamente dentro de 15 a 20 anos.