segunda-feira, novembro 30, 2009

LANÇAMENTO DO OASIS OF THE SEAS



A calmaria dos mares do planeta foi subitamente interrompida pela aparição de um gigante, impressionante desde a construção no estaleiro da Finlândia e com peças tão grandes que fizeram os operários parecer miniaturas.

O Oasis of the Seas é um navio de cruzeiros que foi lançado ao mar em 30 de Outubro de 2009, em Turku, na Finlândia. Pertecente à Royal Caribbean International e construído pela STX Europe, trata-se do primeiro navio da nova Classe Oasis, o maior navio do mundo custou o equivalente a US$ 1,5 bilhão.

O Oasis of The Seas tem 220 mil toneladas e capacidade para 6.300 passageiros e 2.100 tripulantes, tem 360 metros de comprimento, tamanho equivalente a três composições de metrô, e com 65 metros de altura, equivalente a um prédio de 20 andares. São 2.200 quartos, inúmeros corredores, 24 elevadores e 21 piscinas. Para acomodar todo mundo, ele é dividido em 16 andares, que são chamados de bairros. O navio que é cinco vezes maior do que o Titanic tem barcos salva-vidas suficiente para todo mundo.

Para acomodar todos os passageiros, o gigante dos mares teve que ser dividido em bairros. Um dos mais disputados fica no oitavo andar, é o Central Park. O que é mais impressionante, primeiro, é que ele é a céu aberto e, depois, que tem árvores verdadeiras. São mais de mil espécies de plantas. Nele tem restaurante italiano, café, loja de tudo o que é tipo, uma espécie de barzinho em praça pública, na área que já é considerada a mais chique do navio. Agora, como o navio é um lugar que tem 16 andares, os bairros ficam uns em cima dos outros.

O custo estimado para uma semana de estadia é de quase R$ 3 mil ou R$ 50 mil, se for na suíte mais luxuosa da história da navegação. Ele é o primeiro apartamento de dois andares, tipo loft, em um cruzeiro marítimo. A varanda é tão grande que parece uma pista de corrida.

Existe ainda uma pista de corrida, que bate outro recorde em alto mar: são quase 700 metros. Daria ainda para se atirar na tirolesa, fazer escalada nas montanhas artificiais, jogar golfe, basquete: tanta coisa que você até se esquece que é um navio. Pela primeira vez em alto mar, está uma versão completa de um espetáculo da Broadway, mas, se você não gosta de musical, no anfiteatro, na popa do navio, acontece um espetáculo de circo. O palco se transforma em uma piscina, e o todo mundo para e assiste ao espetáculo mais impressionante que já se viu em alto-mar.

sexta-feira, novembro 27, 2009

REAL PROFUNDIDADE DO HMHS BRITANNIC




Palavras do oceanógrafo Jacques Cousteau quando descobriu e pesquisou o HMHS Britannic em 1976:


"... Ao atingirmos a parte superior do navio, verifiquei que o medidor de profundidade registrava 109 metros. Mais abaixo, junto ao fundo do mar, marcava 126 metros. Perto de uma das aberturas do casco encontramos vários pedaços de carvão espalhados..."


Livro - A Grande Aventura de Cousteau
Volume 29 - O Enigma do Britannic
1997, Ediciones Altaya, S.A
Página 28


quarta-feira, novembro 25, 2009

RELAÇÃO DOS MORTO NO HMHS BRITANNIC



Relação dos mortos no naufrágio do HMHS Britannic, ocorrido em 21 de novembro de 1916, durante a Primeira Grande Guerra Mundial:

Arthur Binks
Arthur Dennis
Charles C. S. Garland
Charles J. D. Phillips
Frank Joseph Earley
G. Philps
George De Lara Honeycott
George James Bostock
George Sherrin
George William Godwin
George William King
Henry Freebury
Henry James Toogood
James Patrick Rice
John Cropper
John George McFeat
Joseph Brown
Leonard George
Leonard Smith
Percival W. E. White
Pownall Gillespie
Robert Charles Babey
Thomas A. Crawford
Thomas Francis Tully
Thomas Jones
Thomas Taylor McDonald
Walter Jenkins
William Sharpe
William Smith
William Stone

Fonte: http://www.hospitalshipbritannic.com/

segunda-feira, novembro 23, 2009

UM MERGULHO NO BRITANNIC

Nesses três vídeos que coloco abaixo, vamos fazer uma pequena viagem aos destroços do HMHS Britannic, navio da White Star Line, naufragado em 21 de novembro de 1916.



sábado, novembro 21, 2009

SHEILA MACBETH MITCHELL

Hoje completa-se 93 anos do naufrágio do HMHS Britannic, irmão do RMS Titanic. Resolvi falar de uma sobrevivente que viveu por 103 anos e que esteve presente na descoberta dos destroços em 1976.



Sheila Macbeth Mitchell, filha de pais escoceses, nasceu em 12 de junho de 1890, em Bolton. Foi criada em Lancashire e Surrey e educada em Polam Hall, Darlington County Durham, Inglaterra. Ela queria se tornar uma professora de educação física, mas sua família não a deixava ter um emprego deste tipo. A Primeira Guerra Mundial, no entanto, permitiu a ela - como muitas outras mulheres de sua geração - de sair de casa e servir como uma auxiliar de enfermagem no Queen Alexandra's Imperial Military Nursing Service.

Depois de servir na região do Mediterrâneo no navio-hospital HMHS Britannic, ela cuidou dos feridos no Hospital Militar na França. Em 1920, ela conheceu e se casou com John Mitchell, teve quatro filhos, sendo que um morreu ainda pequeno.

Quando estava com seus 86 anos de idade, Sheila Mitchell recebeu um convite de Jacques Cousteau para uma reunião com alguns sobreviventes do naufrágio do HMHS Britannic, que ocorreu em 21 de novembro de 1916.

O navio pertencia a White Star Line e era o terceiro navio da “Class Olympic”. Era irmão do RMS Olympic e RMS Titanic, mas foi convertido em navio-hospital quando a guerra eclodiu em 1914 e trouxe para casa muitos soldados feridos. Em uma de suas viagens (felizmente sem feridos a bordo), o navio-hospital afundou perto da ilha de Kea, no Mar Egeu, após uma explosão - a partir de um torpedo de acordo com testemunhas a bordo, ou de uma mina de acordo com a Marinha Alemã.

Sessenta anos mais tarde, em 1976, Cousteau localizou o navio naufragado no fundo do Mar Egeu, e Sheila Macbeth Mitchell voou para a bordo do navio Calypso (foto acima), para dar-lhe suas lembranças claras do naufrágio. Dentre várias histórias, Sheila Mitchell contou sobre o seu relógio que esqueceu a bordo do Britannic no momento do naufrágio e que seria muito interessante se a equipe o encontra-se. Infelizmente Sheila Mitchell ficou desapontada porque nenhum mergulhador conseguiu recuperar o relógio que ela havia deixado em sua cabine.

Depois de alcançar o seu centenário, a mobilidade e a visão de Sheila Mitchell deteriorou-se. Ela manteve uma memória extraordinária, porém, raramente tinha perda de um episódio de sua vida plena e ativa. Sheila Mitchell morreu aos 103 anos, em 15 de fevereiro de 1994, em Batheaston, Inglaterra.




HMHS BRITANNIC

Início da Construção: 30 de novembro de 1911.
Lançamento do Casco: 26 de fevereiro de 1914.
Naufrágio: 21 de novembro de 1916.

quinta-feira, novembro 19, 2009

DIÁRIO DE BORDO – PARTE III


Falco, Delemotte e eu decidimos fazer uma nova imersão no interior do Britannic. Descemos com cautela, levando o peso extra dos tanques adicionais e uma grande curiosidade por descobrir a causa do naufrágio.

Ao atingirmos a parte superior do navio, verifiquei que o medidor de profundidade registrava 109 m. Mais abaixo, junto ao fundo do mar, marcava 126 m. Perto de uma das aberturas do casco encontramos vários pedaços de carvão espalhados.

Concluímos que o que causou a primeira explosão relatada pelos sobreviventes do naufrágio foi uma mina situada a pouca profundidade. A segunda explosão teria sido produzida no interior do navio, possivelmente provocada pela rápida ignição das pequenas partículas de carvão que se encontravam ao redor das diversas caldeiras.

A senhora Mitchell decidiu acompanhar um dos mergulhadores em uma imersão com o minissubmarino para ver o Britannic com os seus próprios olhos. Sem dúvida, foi um grande ato de coragem da sua parte. Desceram lentamente até a parte superior do casco, onde puderam contemplar a formidável fauna e flora marinha, que passou a utilizar o Britannic como substrato de fixação, refúgio ou morada. Algas, esponjas, peixes-pedra e lagostas são agora alguns de seus moradores.

De volta ao Calypso, a senhora Mitchell foi recebida com uma efusiva salva de palmas. No dia seguinte, ao nos despedirmos dela, recordamos a sua proeza. Sem dúvida, foi um dos visitantes mais ilustres que o Calypso já teve.



Livro - A Grande Aventura de Cousteau
Volume 29 - O Enigma do Britannic
1997, Ediciones Altaya, S.A
Página 28

terça-feira, novembro 17, 2009

DIÁRIO DE BORDO – PARTE II


Analisando as imagens captadas pelo minissubmarino, Falco e eu reorganizamos toda a estratégia de busca dos indícios que nos pudessem levar à uma conclusão fiável sobre as causas dessa catástrofe naval. No Porto de Zea, próximo a Atenas, nos abastecemos de uma grande quantidade de tanques de oxigênio, nitrogênio e hélio, e iniciamos os mergulhos a grandes profundidades.

Estamos acompanhados de William Tantum, vice-presidente da Sociedade Histórica Titanic e um estudioso entusiasta de desastres navais. Mais tarde, recebemos a senhora Sheila Macbeth Mitchell, uma das sobreviventes do naufrágio que trabalhava como enfermeira voluntária a bordo do Britannic, agora com 86 anos.

A equipe mergulhou com uma câmara de descompressão, conseguindo captar imagens históricas do casco do navio, das hélices propulsoras, assim como do seu próprio interior. Apesar de todo o equipamento de iluminação, havia muito pouca visibilidade. Além disso, quase todo o navio está coberto por algas e esponjas, o que dificulta ainda mais a visualização dos detalhes dos rombos do casco.

Após a breve, porém proveitosa imersão, os mergulhadores entraram na câmara de descompressão, situada no meio do trajeto entre o Calypso e o Britannic, e foram içados a bordo com a ajuda de um guindaste. Além das filmagens realizadas, os mergulhadores trouxeram vários objetos encontrados no interior do navio.



Livro - A Grande Aventura de Cousteau
Volume 29 - O Enigma do Britannic
1997, Ediciones Altaya, S.A
Página 27

domingo, novembro 15, 2009

DIÁRIO DE BORDO – PARTE I


Hoje me reuni em Londres com alguns dos sobreviventes do Britannic, um imenso transatlântico britânico que naufragou junto às costas da Grécia no dia 21 de novembro de 1916, quando ainda se travava a Primeira Guerra Mundial. O Britannic era quase do mesmo tamanho que o Titanic, o seu "irmão gêmeo". Funcionava como navio-hospital quando afundou misteriosamente no mar Egeu. Ainda há dúvidas sobre as verdadeiras causas do naufrágio, mas há suspeitas de que tenha ocorrido devido à colisão com uma ou mais minas submarinas ou pela explosão de torpedos disparados por algum submarino alemão que patrulhava a região em busca de possíveis "presas". Conversando com os seus ilustres passageiros durante um jantar, a maioria advogava pela teoria de que o Britannic teria afundado pelo impacto de um ou dois torpedos.

Decididos a investigar esse mistério, iniciamos a busca do Britannic a bordo do Calypso. Descemos o sonar e começamos a percorrer trajetos paralelos sobre o canal de Kea, situado junto à ilha com o mesmo nome. Cada percurso sobre o canal era devidamente mapeado e a nossa posição indicada e, quando necessário, corrigida. Após uma busca exaustiva, finalmente surgiu à silhueta do casco do Britannic no gráfico produzido pelo receptor do sonar.

Marcamos o local com uma bóia sinalizadora e fizemos uma primeira imersão com o minissubmarino. Quando Falco atingiu o fundo do mar, logo encontrou alguns pequenos destroços do navio, entre os quais um segmento do mastro, que se partiu em vários pedaços durante o naufrágio. As primeiras imagens do Britannic, captadas pela câmara acoplada ao minissubmarino, são realmente espetaculares. Apesar da pouca visibilidade da água e da falta de luz, foi possível observar detalhes do enorme casco do transatlântico.



Livro - A Grande Aventura de Cousteau
Volume 29 - O Enigma do Britannic
1997, Ediciones Altaya, S.A
Página 27

sexta-feira, novembro 13, 2009

LIVRO VATICAN ASSASSINS - PARTE II

Extraído do livro "VATICAN ASSASSINS" - Eric Jon Phelps, 2000. O vídeo, que são em duas partes, traz uma tradução e a interpretação do autor. Deixo aqui livre para que todos possam dar sua opinião sobre a conclusão do autor.

quarta-feira, novembro 11, 2009

LIVRO VATICAN ASSASSINS - PARTE I

Extraído do livro "VATICAN ASSASSINS" - Eric Jon Phelps, 2000. O vídeo, que são em duas partes, traz uma tradução e a interpretação do autor. Deixo aqui livre para que todos possam dar sua opinião sobre a conclusão do autor.

segunda-feira, novembro 09, 2009

VIRTUAL SAILOR - RESGATEM O TITANIC

Virtual Sailor é um simulador náutico. O jogador do vídeo em questão conseguiu reproduzir uma cena do filme Raise the Titanic (1980), de Jerry Jameson, produção britânica com trama toda adaptada do best-seller de escritor Clive Cussler. Os atores Jason Robards, Anne Archer e Alec Guinness envolvem-se numa série de intrigas em torno do interesse de russos e americanos para tirar o navio do fundo do mar. Lançado no Brasil em VHS com o título: O Resgate do Titanic.

quinta-feira, novembro 05, 2009

TITANIC EM MELILLA

Titanic The Exhibition 2012, foi exposto na transportadora mineral de Melilla, em março e abril de 2004, que fôra visitado pelo capitão e oficiais da cidade de Salamanca da Companhia Trasmediterránea. Curiosamente, perto da cidade de Melilla, no Marrocos, há um pequeno café sob o nome de "Titanic", que foi objeto de um artigo na imprensa "Titanicmanía em Beni-Girl" - (Melilla Hoy 25 de março de 2004). O Coffee Shop agora tem muitas fotos sobre a história e os personagens do navio, o que resultou, desde então, em um maior fluxo de clientes e adeptos. Vejam o vídeo...


segunda-feira, novembro 02, 2009

EM MEMÓRIA A MILLVINA DEAN



Uma bela homenagem a última sobrevivente do naufrágio do RMS Titanic. Millvina Dean morreu no dia 31/05/2009, aos 97 anos, e suas cinzas foram jogadas ao mar, no dia 24/10/2009, no porto de Southampton, Inglaterra, de onde zarpou o lendário transatlântico em 10 de abril de 1912.